Python da Birmânia

Python bivittatus

Distribuição Geográfica: ocorre em todo o sul e sudeste da Ásia, incluindo o leste da Índia, sudeste do Nepal, oeste do Butão, sudeste de Bangladesh, Mianmar, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, norte da Malásia continental e sul da China em Fujian, Jiangxi, Guangdong, Hainan, Guangxi e Yunnan. Também ocorre em Hong Kong e na Indonésia em Java, sul de Sulawesi, Bali e Sumbawa.

Habitat: encontra-se frequentemente perto de pântanos, selvas e zonas de pastagem (Sumbawa, Índia), mas também podem ocorrer em floretas tropical de planície (Indonésia, sudeste da Ásia) até florestas temperadas quentes montanha (Nepal, China).

Alimentação: são carnívoras e alimentam-se principalmente de pequenos mamíferos e pequenas aves, mas também pode incluir répteis e anfíbios.  Não têm uma visão muito apurada, pelo que usam recetores químicos que têm na língua e sensores de calor ao longo da mandíbula, para detetar e perseguir as suas presas. Matam as presas por constrição, enrolando-se em volta do animal, impedindo o fluxo sanguíneo, que por sua vez faz com que o oxigênio não chegue aos órgãos vitais.

Reprodução: são animais solitários, pelo que normalmente só são vistos juntos durante a época de acasalamento. Atingem a maturidade sexual por volta dos 2-3 anos de idade. Os dois sexos possuem esporões cloacais, que usam durante o acasalamento. O acasalamento ocorre entre novembro e fevereiro em estado selvagem, e consequentemente a postura realiza-se entre março e abril. As fêmeas podem pôr até 100 ovos e o período de incubação pode demorar entre 2-3 meses, tempo durante o qual a fêmea não se alimenta. Como são ectotérmicos (animais que dependem de uma fonte externa de calor para manter a sua temperatura corporal) para manterem os ovos a uma boa temperatura, as fêmeas contraem e tremem continuamente os seus músculos de forma a aquecerem os ovos.

Comportamento: São excelentes nadadoras (pelo que habitam muitas vezes perto de água e podem mesmo ficar até cerca de 30 minutos submersas, sem respirar), mas também peritas em escalar devido à sua cauda bastante preênsil. Quando jovens, passam a maioria do tempo nas árvores, mas à medida que vão crescendo a escalada torna-se mais difícil e começam a viver principalmente no solo.

Estatuto de conservação: Vulnerável (VU); incluída no Apêndice II da CITES

Curiosidades: em cativeiro têm vindo a ser selecionadas mutações de cor que geralmente não ocorreriam em estado salvagem. A mutação mais conhecida é a albina, caraterizada por apresentar uma cor branca e padrões em tons de amarelo e laranja.

Fatores de ameaça: a destruição de habitat, a captura ilegal para o comércio de animais exóticos e a caça para peles e carne pata consumo humano são as principais ameaças desta espécie.

Classificação

Nome científico: Python bivittatus

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Pythonidae

Dimensões: 5-7 m comprimento

Peso: 90 kg

Longevidade: 20-25 anos

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